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Pare o Raio

preciso falar, mas não pretendo dizer coisa alguma

O pensamento do senhor feudal

Eu não pretendia escrever no blog até que terminasse o meu TCC, e também (achei que) estava conseguindo me sentir menos atingida emocionalmente por como se configura humanidade. ‘Cabou…

Gostaria de escrever esse post da forma mais imparcial o possível, mas eu me conheço, eu sou passional. Então, a solução que encontrei para tentar impedir que as ideologias daqueles que leem o que escrevo não os ceguem antes de que lerem minhas palavras é, mais uma vez, o conhecimento da história.

No meu primeiro ano de Ensino Médio eu tive vários problemas relacionados a ausência de professores, por motivos que não me lembro com detalhes, eles foram devolvidos para a regional e/ou não havia professor disponível para a matéria. Com isso, tive três professores de história em um ano, e todos eles começavam do início do conteúdo programático: feudalismo, sendo assim, meus colegas e eu deveríamos ser considerados especialistas em introdução a história do sistema feudal. Vamos lembrar o básico: Continuar lendo “O pensamento do senhor feudal”

Seres humanos, servos da morte – Parte II

Você pode ler a primeira parte aquizinho.

Eu precisei de um tempo para entender o que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, e não posso dizer que compreendi totalmente. Todas as fontes de informação que conheço estão repletos de afeto da parte daqueles que as transmitem, e não por falta de honestidade, mas acredito ter sido um dos fenômenos que reduziu todo o mundo em um só sentimento: medo.

Durante anos me vi perturbada pelo o que acontecia no mundo de lá, no que justificava a maldade com que os homens agiam contra outros tão semelhantes a eles. O tema do holocausto não descia em minha garganta, a passividade do povo judeu (como eu via naquela época) e a agressividade maligna dos alemães. Alemão cascudo carrapato e barrigudo, era uma musiquinha que aprendi com minha mãe, que aprendeu ainda na infância dela em ocasião que desconheço, mas que me fazia colocar todo o povo alemão nessa posição. Grande espanto eu sofri quando descobri a formação da Alemanha, e quando me deparei com um país que teve suas fronteiras  consolidadas “recentemente”.

A Europa foi durante um tempo o palco das minhas angústias, de quando eu conseguia separar os vilões dos mocinhos, e eu sinto muita falta daquela época. Posso voltar?

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Seres humanos, servos da morte – Parte I

Olá, eu pretendia ser breve, mas não consigo, então esse post será feito em duas partes (ou mais).

No dia 05 de novembro de 2015 houve um desastre que deixou boa parte do país como quem prende a respiração diante de uma situação imaginável. Ontem completou um mês do rompimento da barragem da mineradora Samarco, que deixou um rastro de morte no distrito de Mariana, Minas Gerais, causando danos que ainda não se sabe a extensão e por quanto tempo perdurarão.

Samarco, responsável pela barragem, e por muitos considerada a definitiva culpada do desastre, pertence ao uma espécie de junção entre a Vale (antiga Vale do Rio Doce que era uma estatal, se não me engano, mas que agora deveria mudar para Vale do Rio Que Matamos – sério, pense no diferencial!) e outra empresa estrangeira. Diante do cenário político atual, pude perceber diversas discussões que envolviam principalmente questões referentes ao prejuízo que os políticos trazem ao nosso país.

Houve quem criticasse o posicionamento de Dilma, quem criticasse o capitalismo, quem criticasse a privatização em especial. No entanto, não quero falar desses aspectos, mas sinto que devo pontuar bem claramente que sim, CLARO, culpabilizo as empresas responsáveis pela barragem pela destruição que causaram não só em Mariana, mas por toda partícula do ecossistema que foi e está sendo aos poucos brutalmente destruído por causa do descaso com que trataram a mineração. Sabem o que acho que vocês deveriam fazer com o dinheiro de vocês, não é?

Mas… E quanto a responsabilidade daqueles resíduos?

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